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Irmão de Lewandowski delatado por Funaro (Propina) || Temer Dará 1,8 Bilhões A Deputados Para Se Salvar De 2ª Denúncia




Lúcio Funaro denuncia esquema de propina de irmão de ministro do STF


O operador do PMDB, Lúcio Funaro, delator um esquema de propina operador por ninguém mais, ninguém menos que o irmão do ministro do STF, Ricardo Lewandowski.

A denúncia conta que Luciano Lewandowski “operava papéis da Rio Bravo, que envolvia a Prece, e que a propina era de 5-6%”.

"O depoimento consta da leva de documentos enviada pelo Supremo Tribunal Federal à Câmara dos Deputados, que julgará um pedido de abertura de denúncia contra o presidente Michel Temer e que, por isso, publicou os documentos em seu site."



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"Com a homologação da delação de Funaro, caberá à Procuradoria-Geral República decidir se inicia uma investigação, uma vez que a palavra do delator, por si só, não pode ser considerada prova definitiva, de acordo com a lei."

O Buzzfeed, que publicou a matéria, procurou Ricardo Lewandowski e Luciano Lewandowski, mas nenhum dos dois se pronunciou sobre o assunto.



Jornal Alemão Diz Que Temer Dará 1,8 Bilhões A Deputados Para Se Salvar De 2ª Denúncia

Do Deustche Welle

Prestes a enfrentar mais uma votação na Câmara que vai definir o seu futuro, o presidente Michel Temer voltou a recorrer à mesma estratégia que usou em agosto para barrar a primeira denúncia criminal: usar a máquina federal.

Com apenas 3% da população avaliando seu governo como bom ou ótimo, Temer tenta repetir entre os deputados o desempenho da primeira votação. Na ocasião, 263 votaram a favor do Planalto, bem acima dos 172 necessários.

A nova “campanha” para garantir os votos e barrar a segunda denúncia inclui mais uma vez a distribuição de emendas parlamentares, oferta de cargos e concessão de agrados específicos para bancadas da Câmara, especialmente a ruralista.

E mais uma vez as ações contrastam com o discurso de “sacrifício” que Temer evocou ao assumir o governo em 2016 e ocorrem semanas depois de o governo ter revisado a meta do déficit nas contas públicas deste ano de 139 para 159 bilhões de reais.

Nas semanas que precederam a votação da primeira denúncia, que ocorreu no início de agosto, emendas liberadas pelo governo e o anúncio de verbas para governos e prefeituras somaram 17 bilhões de reais. Nesta nova rodada, novas emendas e descontos fiscais pedidos pelos deputados podem adicionar mais 10 bilhões nessa conta.

Liberação de emendas

A principal arma de Temer para garantir os 172 votos mínimos para barrar as novas acusações continua sendo a liberação de recursos de emendas parlamentares – valores que são usados pelos deputados em suas bases eleitorais. Após um agosto “magro”, a liberação de emendas voltou a ficar aquecida em setembro, o mês da apresentação da segunda denúncia criminal.

Apenas em setembro o total empenhado para deputados e bancadas estaduais chegou a 1 bilhão de reais, segundo a ONG Contas Abertas. Já nos primeiros 20 dias do mês de outubro mais 812 milhões de reais foram liberados.

Parte desses valores foi anunciada justamente em algumas das datas marcantes da segunda denúncia. No dia em que as novas acusações foram apresentadas, 14 de setembro, 78 milhões de reais foram liberados. No dia 19 de setembro, quando o Supremo encaminhou a denúncia à Câmara, foram mais 55 milhões de reais.

Entre as bancadas estaduais, a do Rio de Janeiro recebeu a maior fatia das emendas: 113 milhões. Na votação da primeira denúncia, o Estado garantiu 20 votos para Temer. O Rio também é a base eleitoral do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Esse 1,8 bilhão se soma aos valores direcionados pelo Planalto nos meses que precederam a primeira votação. Em junho e julho, o governo Temer empenhou 4,4 bilhões de reais. Os altos valores contrastaram com o que havia sido liberado entre janeiro e maio, antes da eclosão do caso JBS: 102,5 milhões de reais.

O governo também voltou a distribuir cargos na máquina federal, especialmente para deputados do chamado “centrão da Câmara”, que reúne partidos como o PSD e o PP. As nomeações incluem vários postos em órgãos como o Ibama e a Funai.

(…)

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